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Porque parar de fumar?

Caros leitores a ideia deste artigo é informar sobre o tabagismo e os riscos associados a este hábito, e servir de estímulo e informação para os que desejam parar de fumar.

 1) O consumo de cigarros vem aumentando ou diminuindo? Quantas pessoas fumam no Brasil? Segundo estudo recente que monitora doenças crônicas no Brasil em 26 capitais brasileiras, houve uma redução anual de 0,62% no número de fumantes no país, variando de 15,6% em 2006 para 11,3% em 2013. No ano de 2014 o percentual de fumantes na população brasileira era de 10,8% da população acima de 18 anos de idade. Os gaúchos estão entre os que mais fumam. A capital com o maior percentual de fumantes é Porto Alegre, com 16,4%. Em seguida vêm São Paulo e Curitiba.

2) Quem fuma quer parar de fumar? Os brasileiros sabem que fumar faz mal, mas desconhecem quais doenças o cigarro provoca. Entre os fumantes, 80,5% querem largar o vício, porém, por falta de estratégias eficazes, passam por períodos de abstinência e voltam a acender o cigarro. O que chama atenção é que a maior parte dos tabagistas assume que deixaria o vício pela família, ou seja, pela saúde dos outros, não pela própria.

 3) Qual a intensidade de exposição ao tabagismo que põe a saúde em risco? Existe um número de cigarros fumados “seguro”? Não existe um índice seguro, mas é correto afirmar que quanto maior o número de cigarros e quanto mais tempo se fuma, maior é o risco para todas as doenças relacionadas ao cigarro. Metade dos fumantes regulares morre como resultado do consumo de tabaco. Embora parar de fumar tenha benefícios em qualquer idade, quanto mais cedo se cessar o consumo maior serão os benefícios e a recuperação de anos de vida.

4) Quais são as principais doenças associadas ao uso do cigarro? • Câncer: 30% de todos os cânceres são relacionados ao cigarro. • Doenças coronárias • Doença pulmonar obstrutiva crônica. • Acidente vascular cerebral. • úlceras gastroduodenais e infecções respiratórias.

5) Porque deixar de fumar? – Pessoas em geral: mau hálito; vestes e cabelos impregnados pelo odor do fumo; dores de garganta; tosse; infecções respiratórias frequentes; falta de ar; mau desempenho nas atividades esportivas; despesas com cigarro; perda da independência – “ser controlado pelo cigarro”; risco duplicado de doença cardíaca; seis vezes maior o risco de enfisema pulmonar; dez vezes maior o risco de câncer de pulmão; esperança de vida encurtada de cinco a oito anos; despesa aumentada com cigarros; despesa aumentada com tratamento de doenças ligadas ao cigarro; respiração difícil; hábito socialmente inadequado por causar doenças naqueles que não fumam; envelhecimento precoce com aparecimento de rugas; dentes e pontas dos dedos escuros; doenças nas gengivas; falta de ar; úlcera do trato digestivo; angina; claudicação (dor na perna que impede de andar); osteoporose; esofagite; impotência sexual; – Para as mulheres grávidas: risco aumentado de aborto espontâneo e morte fetal; risco aumentado de imaturidade pulmonar do feto; risco aumentado de recém-nascido com baixo peso ao nascer. – Para os pais: bronquite, alergias e infecções respiratórias mais frequentes entre crianças de pais fumantes; mau exemplo para os filhos.

6) Quais motivos para o tratamento com medicamentos não ter sucesso para se parar de fumar? Um dos principais é a falta de motivação por parte do fumante que muitas vezes usa medicação por pressão familiar e não por sua vontade de parar de fumar. Motivação é a chave do sucesso! Outro motivo é que muitas vezes as pessoas usam medicação por indicação de amigos e outros, sem apoio médico, e falham em parar porque os medicamentos tratam à dependência química a nicotina, mas não conseguem agir sobre o hábito da pessoa, que precisa receber terapia cognitiva comportamental para mudar seus hábitos e afastar fatores de “gatilho” para o hábito de fumar, o que somente um médico ou profissional de saúde especializado no assunto e dedicado consegue fazer.

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Existem inclusive programas públicos para tratamento a dependência a nicotina, com distribuição gratuita de medicamentos. Importante é não desistir na primeira recaída, e seguir tentando, sempre vale a pena deixar de fumar, nunca é tarde para parar.

 

 

Dr. Carlos Eurico da Luz Pereira

Médico Pneumologista CREMERS 21443

Mestre em Ciências Médicas

Clinica Respirare – Santa Cruz do Sul/RS

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