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FOCO E DETERMINAÇÃO: DICAS PARA PARAR DE FUMAR POR UMA VIDA SEM TABACO

Embora 80% dos fumantes demonstrem vontade de parar de fumar, pesquisas divulgadas pelo Ministério da Saúde apontam que apenas 3% conseguem parar definitivamente a cada ano. Isso demonstra que apesar das pessoas estarem conscientes sobre o mal que o cigarro traz à saúde, elas
continuam fumando, caracterizando um grande desafio a ser trabalhado.
A nicotina, substância presente no tabaco, leva à dependência física, responsável pelo desejo intenso por cigarro e pelos sintomas de abstinência; à dependência psicológica, responsável pelo significado dado ao cigarro, seja como apoiador ou como algo que proporciona prazer e à dependência comportamental que envolve a associação de comportamentos como fumar e tomar café por exemplo.
Sabe-se que a maioria das pessoas que realmente conseguiu parar de fumar foi pela parada abrupta, porém a retirada gradual do cigarro é uma das formas e talvez a mais indicada de se iniciar um trabalho neste sentido, pois a medida que o cigarro é diminuído, há o engajamento em novas atividades; além de facilitar a adaptação do organismo. Segundo especialistas esta “parada” deve ser feita no máximo em 7 dias, caso contrário quando prolongam muito este tempo, perdem o foco e desistem. Dentro desta perspectiva é necessário identificar os “gatilhos” que despertam o desejo de fumar, para que assim ocorra a substituição dos hábitos e consequentemente a parada total do cigarro.
A maioria das pessoas descreve a associação do cigarro com o café como um ato muito prazeroso e que um complementa o outro. Neste caso, do “gatilho” ser o café, sem dúvida o ideal é evitar o seu consumo, substituindo-o por suco ou água. Ter em mãos chiclete ou doce também é uma boa estratégia. Para outras pessoas, o nível de prazer é alto ao fumar quando acordam, então neste caso, a alternativa é tomar o café da manhã pouco depois de se levantar, não deixando espaço para a vontade de fumar.
A associação nem sempre é entre cigarro e alimento/bebida, podendo estar relacionado à momentos vivenciados pela pessoa no seu dia-a-dia, como por exemplo, caminhar, sair com os amigos, jogar baralho, ou simplesmente segurar algo em suas mãos. Neste sentido, o segredo é evitar esses “gatilhos” ou reduzir a disponibilidade de cigarro nestes momentos, cabendo a cada um encontrar outras formas de prazer que não estejam associadas ao uso do cigarro.
Vale ressaltar que também se faz necessário compreender o que leva a pessoa a fumar e o que mantém este comportamento, para além dos “gatilhos” já citados; ou seja, o importante não é compreender que uma pessoa fuma porque está ansiosa, por exemplo, mas sim o que causa a ansiedade, tratando assim a raiz do problema.
Parar de fumar é um grande desafio, mas as razões para conseguir são superiores ao bem estar “falso” que este vício pode fornecer. Tomar a decisão é um importante passo rumo a mudança, juntamente com a motivação e persistência que o processo exige. Por isso:
– Acredite em si mesmo
-Crie seu próprio plano para parar de fumar

-Escreva os motivos pelos quais deseja parar de fumar e leia-os diariamente
-Conte à alguém que você está parando de fumar, como forma de receber apoio emocional, livre de qualquer julgamento
-Defina o dia que irá parar de fumar
-Pratique exercícios físicos e beba muita água
-Faça uma limpeza bucal
-Busque a orientação e acompanhamento de um especialista
-Sempre que tiver vontade de fumar, em vez de acender um cigarro, escreva ou converse sobre seus sentimentos e/ou pensamentos
-Treine suas emoções e administre de forma adequada sua ansiedade, utilizando técnicas de respiração e relaxamento
É importante lembrar mais que o tabagismo é uma doença, e muitas vezes mais de uma tentativa é necessária para que dê certo. A recaída e a abstinência fazem parte do processo e muitas vezes, vale procurar se é necessária outra mudança na estratégia e reavaliar o processo como um todo.

Franciele Guimarães
CRP – 07122846
Especialista em Psicologia Hospitalar

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